Rio A Petrobras anunciou aos seus clientes os novos preços da gasolina na refinaria, que serão regionalizados, variando de acordo com a proximidade de refinarias e pontos de importação de produtos. Em São Paulo, o litro da gasolina cairá em janeiro de R$ 1,0854 para R$ 0,8127, uma queda de 25,1%. Mas, para o consumidor final, o porcentual de redução será definido de acordo com decisão do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Dependendo da metodologia de cálculo do ICMS, a queda nos postos de gasolina paulistas pode ser de 14,8% ou de 18,5%, segundo cálculos da Federação Nacional do Comércio Varejista de Combustíveis (Fecombustíveis).
No Rio, o preço da gasolina na refinaria passa de R$ 1,0854 para R$ 0,8056, o que representa redução de 25,6%. Brasília terá a gasolina mais cara do País, segundo a lista da Petrobrás: R$ 0,8403. Mas, em quaisquer desses casos, os valores também não correspondem ao que o consumidor final vai pagar pelo combustível. Tampouco a redução de 20% nas bombas anunciada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso deve se confirmar, na opinião de especialistas. Tudo irá depender da nova portaria do Confaz, que foi discutida pelos membros da entidade durante a tarde de ontem e deve ser publicada hoje.
O tamanho da economia para o consumidor depende de uma queda-de-braço travada entre o governo federal e os governos estaduais, que não admitem perder receita com a redução do preço da gasolina.
Representantes do Confaz defendem a manutenção da arrecadação com a rubrica, mantendo o valor de referência usado para o recolhimento do ICMS atual, mesmo com a queda de preço na refinaria.
No Paraná, haverá aumento da alíquota do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) a partir de 2002 sobre os combustíveis. Com isso, a queda do preço do produto ao consumidor final deverá ser menor do que em outros Estados.

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