Queda na demanda volta a afetar indústria e serviços
São Paulo Outro importante componente da demanda do País, os investimentos registraram retração de 2,7% no primeiro trimestre frente aos três meses anteriores. Essa queda foi de 17,5% na comparação em base anual. Uma exceção pela ótica da oferta veio dos gastos do governo (esferas municipais, estaduais e federal). Houve crescimento de 1,1% ante o quarto trimestre do ano passado e queda de 1,4% na comparação com igual período de 2015.
Sem estímulos pelo lado da demanda, o PIB da indústria e dos serviços voltou a encolher. O PIB industrial recuou 1,2% frente ao fim do ano passado. Essa queda foi ainda maior quando comparada ao primeiro trimestre do ano passado (-7,3%). O PIB de serviços (abrangente grupo que inclui atividades como comércio, seguros, transporte e educação) teve uma baixa de 0,2% frente ao quarto trimestre de 2015. Foi a quinta baixa consecutiva, inédito na série da pesquisa, de 1996. A agropecuária, por sua vez, surpreendeu negativamente ao ter uma leve queda de 0,3% frente ao trimestre anterior e de 3,7% ano o mesmo período do ano passado.
O IBGE divulgou ontem a revisão do resultado do PIB de trimestres anteriores. A maior mudança ocorreu no resultado do PIB do primeiro trimestre do ano passado. A queda passou de 0,8% para 1,2%. Ou seja, foi mais intensa. Outras revisões foram feitas nos resultados dos três trimestres posteriores: o segundo trimestre (-2,1% para -2%), o terceiro trimestre (-1,7% para -1,6%) e o quarto trimestre de 2015 (de -1,4% para -1,3%), segundo divulgou o IBGE. (Folhapress)





