O usuário de táxi pode fugir da bandeira dois, tradicionalmente cobrada no mês de dezembro, também das 6 às 20 horas em Curitiba, se souber pechinchar. Por conta da redução da demanda em mais de 40% nos últimos seis meses, negociando com o taxista o passageiro poderá pagar o valor da corrida conforme a Bandeira Um. O conselho é do Sinditáxis (Sindicato dos Taxistas).
Como os taxistas não ganham 13º salário, a cobrança do Bandeira Dois durante o mês de dezembro 24 horas por dia é uma forma de garantir o vencimento, que é respaldado pela lei municipal nº 8794/95.
''Fizemos uma reunião na semana passada e decidimos que a cobrança será facultativa. Se cobrando Bandeira Um, no horário normal (das 6 às 20 horas), já está difícil conseguir passageiro, cobrando 30% mais caro o cliente pode se assustar. O bom atendimento está em primeiro lugar. Temos que conquistar o cliente'', disse o presidente do Sinditáxis, Celso Fernandes Neto. Ele contou que por conta da crise econômica, o taxista da região de Curitiba que fazia em média 16 corridas em 12 horas de trabalho, faz dez corridas no mesmo período.
O taxista Everson Ferreira, de 22 anos, disse que cobra o adicional, ''já que é um direito da categoria. É o meu 13º'', afirmou ele que trabalha no ponto em frente à Catedral da Praça Tiradentes. Porém, se o cliente pechinchar, admitiu que faz a corrida pelo menor preço. ''Se o passageiro não perguntar nada ligo o taxímetro na Bandeira Dois, se reclamar cobro pela Bandeira Um, mas só durante o dia'' acrescentou o taxista Carlos Alberto do Rocio.
A advogada Erci Veloso, não se incomodou em pagar um pouco mais caro pela corrida ontem de manhã. ''Eles também têm o direito de receber o 13º. Mas, lá em Porto Alegre (RS), onde moro, não existe este tipo de lei'', destacou.
Na Grande Curitiba trabalham 6,5 mil taxistas. A frota de táxis é de 2.947. O valor médio de uma corrida na capital, é de R$ 6,80.

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