Marcelo Cassa acredita que a previsão otimista dos empresários paranaenses para o segundo semestre se enquadra dentro das expectativas de crescimento do setor, em até 10%. ''As mudanças básicas esperadas pelo comércio, como a reforma tributária, se refletem em otimismo''. O crescimento da economia no segundo semestre também deve, segundo o diretor, compensar o desempenho ruim averiguado nos primeiros seis meses do ano, sem resultados expressivos, no entanto. ''A redução gradativa da Selic (juros básicos da economia) e a liberação feita a conta-gotas da restituição do imposto de renda são alguns dos fatores que não vão permitir crescimento mais significativo''.
O otimismo do empresariado pode ser observado também em outros números da pesquisa da FCP. 47,18% dos entrevistados pretendem concentrar, até o final do ano, seus investimentos em aumento da estrutura de suas empresas. O otimismo revela-se ainda maior quando se leva em conta que 46% dos donos de lojas revelam que seus estoques de produtos têm volume superior ao apresentado no primeiro semestre de 2002.
Os empresários acreditam, por sinal, que os juros altos da economia do País sejam a principal ameaça aos seus negócios, conforme a pesquisa da FCP. Além dos juros, a carga tributária e os encargos sociais com empregados são vistos como as maiores dificuldades para as empresas do setor.

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