A queda nos preços do petróleo no mercado internacional ainda não vai interferir diretamente nos preços da gasolina no País. O ministro de Minas e Energia, Raimundo Brito, informou ontem que ‘‘ainda é um processo em curso’’ a mudança na estrutura de preços dos derivados de petróleo, que devem equiparar o preço do óleo produzido no País ao do produto importado. A medida foi anunciada em julho.
‘‘A simples queda do preço do petróleo no mercado internacional não implica, a curto prazo, na redução de preços de combustíveis’’, afirmou Brito. De acordo com o ministro, esta equiparação total dos preços do óleo, que já levou a uma redução de 4,4% nos preços da gasolina em agosto, ainda não ocorreu.
‘‘Toda estratégia que se fez na desregulamentação, e no conjunto de medidas que se faz desde 1995, é para que, no momento próprio, consigamos colocar petróleo e principalmente derivados ao nível do mercado internacional’’, disse Brito.
Em julho, o governo anunciou que a nova estrutura de preços de óleo e derivados ‘‘fixava os preços de realização dos derivados nas refinarias da Petrobrás com base no mercado internacional’’. A equiparação total só deverá ocorrer quando for quitada a conta petróleo, que em julho apresentava um débito de R$ 5,8 bilhões da União com a Petrobrás.

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