Queda do petróleo não afeta competitividade do Etanol
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sábado, 15 de novembro de 2008
Eduardo Magossi<br> Agência Estado 
São Paulo - O ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, coordenador do Centro de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas, disse que dificilmente a queda do preço do petróleo afetará a competitividade do etanol brasileiro. Segundo ele, o etanol brasileiro é competitivo em relação ao petróleo até o preço de US$ 40 por barril. Ontem, o vencimento futuro do petróleo para dezembro, negociado na Nymex, era cotado em torno de US$ 57 por barril.
Rodrigues disse que o etanol produzido de outras matérias-primas como milho, trigo e beterraba, que tem um custo de produção em torno de US$ 50 por barril estão mais ameaçados de perderem competitividade em relação ao petróleo que o etanol de cana.
O ex-ministro ressaltou que a redução de investimentos na indústria do etanol brasileiro não está vinculado à queda do preço do petróleo mas a atual falta de liquidez no mercado mundial. ''Estive conversando com grandes fundos que investem em etanol e eles estão de lado no momento, esperando o que vai acontecer com o mercado'', disse.
Segundo ele, estes fundos possuem estratégias de investimento na construção de usinas mas, dependendo das consequências da crise, podem mudar este viés para adquirir empresas. ''Se a crise levar usinas com boa produção a serem colocadas à venda a um preço competitivo, provavelmente estes fundos irão aproveitar a oportunidade'', afirma. Rodrigues disse também que, no momento, estes fundos estão esperando e analisando a extensão da crise e possíveis oportunidades. O ex-ministro afirma, contudo, que a crise vai acelerar o processo de consolidação do setor sucroalcooleiro do Brasil.


