São Paulo - A queda do dólar vai influir muito pouco nos preços dos importados neste Natal. Além de as encomendas terem sido feitas bem antes da desvalorização da moeda americana, há a questão do PIS/Cofins, lembram os varejistas. ''O produto vindo de fora teria tudo para ter preços mais competitivos este ano. Mas a incidência de PIS/Cofins sobre os importados anula a desvalorização do dólar'', diz o presidente da Apas. Segundo ele, desde maio os dois impostos incidem sobre todos os importados. ''É um acréscimo de 9,25% ao preço do produto.''
Além do PIS/Cofins, o diretor do supermercado Santa Luzia diz que a valorização do euro, 33% acima do dólar, pesa na importação de bebidas européias. ''Os preços ficaram de 12% a 15% acima do ano passado.'' No caso das cestas de Natal, explica, para manter preços, substituiu marcas de vinhos caras por outras similares mais baratas. Os preços de frutas secas se mantêm semelhantes aos de 2003.
''O que se nota é a queda de preços de alguns importados que vendem o ano inteiro, como o azeite, que nos últimos meses teve redução de 15%'', diz Ubriaco, do Pão de Açúcar. A importadora La Pastina concentrou parte de suas encomendas de bebidas no Mercosul. A expectativa é de um aumento de 50% nas vendas de vinhos este mês. (V.D.)

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