O governo poderá fazer cortes adicionais nos gastos orçamentários deste ano em consequência da queda na arrecadação, um dos efeitos negativos do racionamento da energia elétrica. A principal preocupação está no fato de que os principais componentes das despesas – como benefícios previdenciários e folha de salários – permanecerão fixos, enquanto as receitas tributárias previstas no Orçamento da União não se concretizarão por causa do desaquecimento da economia.
Junto com isso, será retraída a arrecadação dos tributos incidentes sobre o consumo.
‘‘Estamos diante de um cenário que exige muita cautela’’, afirmou uma qualificada fonte da área econômica, acrescentando que a saída será a de sempre. ‘‘Não há outro jeito, a não ser fazer um sacrifício maior nos investimentos e custeio da máquina administrativa, únicos gastos passíveis de ajuste’’, concluiu. Com o desaquecimento da economia, cairá também o faturamento e lucro das empresas, sobre os quais incidem os principais tributos federais, frustrando as previsões de arrecadação para este ano. Já gastos de maior peso no governo federal permanecerão rígidos, como os desembolsos para a área de saúde, fixados com base em uma taxa de crescimento do PIB de 4,5%.

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