A forte queda dos investimentos diretos de estrangeiros (FDI, em inglês) projetada para este ano passou a ser uma das maiores preocupações dos analistas em Wall Street, em relação ao Brasil. A preocupação é com o impacto que a redução dessa fonte de recursos terá sobre o câmbio. As estimativas conservadoras refletem queda de 30% no volume de FDI para 2001. No ano passado, os investimentos diretos estrangeiros atingiram US$ 30,6 bilhões, superando em mais de US$ 6 bilhões o déficit em conta corrente (de US$ 24,5 bi).
Além disso, há também uma expectativa de que o fluxo de portfólio (capital estrangeiro direcionado para a bolsa brasileira) registre queda. ‘‘O maior temor é de que a queda no volume de FDI para este ano limite uma recuperação da cotação do real, após a sua recente desvalorização, mesmo que ocorram notícias positivas’’, afirmou o estrategista de ações para América Latina do banco Salomon Smith Barney, Geoffrey Dennis.
Ele projeta um volume de FDI de US$ 22 bilhões para este ano, porém lembra que o número do primeiro trimestre (de US$ 4,9 bilhões) elevaria a taxa anual para a quantia de FDI para apenas US$ 19,6 bilhões.

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