SÃO PAULO - O fim das barreiras alfandegárias para as importações de componentes para equipamentos de telecomunicações, anunciado pelo ministro das Comunicações, Sergio Motta, deverá levar à rápida expansão da produção nacional, acreditam empresários desse setor. As empresas têm condições de atender a um mercado, cujos investimentos deverão superar R$ 75 bilhões nos próximos anos. ‘‘A eliminação do Imposto de Importação para componentes e proteção aduaneira para os produtos acabados representará um estímulo ao setor’’, afirmou o presidente da Nec do Brasil, Gilberto Garbi.
Até agora vigorou o que Garbi definiu como ‘‘absurdo lógico’’, isto é, isenção de tarifas para a importação de produtos acabados e cobrança de impostos para a compra de componentes no Exterior. Esse sistema tornava proibitiva a produção de equipamentos para telecomunicações no País. Ficava mais fácil trazer o produto pronto do Exterior. ‘‘O ministro Sergio Motta convenceu-se de que esse regime aduaneiro era insustentável e comprou a nossa idéia.’’
O presidente da Nec disse estar convencido de que o governo está empenhado em defender a indústria nacional da competição desigual, embora o principal objetivo seja melhorar os serviços de telecomunicações no País. ‘‘A abertura do setor de telecomunicações deverá resultar num subproduto, que é o desenvolvimento industrial’’, afirmou.

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