Agência Folha
De São Paulo
A redução das taxas de juros anunciada nos últimos dias por financeiras, bancos e lojas – na maioria dos casos menor do que um ponto percentual – é inexpressiva, na análise de economistas, executivos e Procon-SP. O barulho das empresas em torno da queda dos juros, dizem, é muito maior do que o impacto no bolso do consumidor, pois o que se cobra hoje no mercado, mesmo menor, continua elevado. Levantamento do Procon-SP em 14 bancos nos últimos dias 9 e 10 mostra que a taxa média de juros cobrada no empréstimo pessoal é de 5,46% ao mês. A média em agosto era de 5,58% ao mês.
No cheque especial, a taxa média verificada nos primeiros dez dias do mês é de 10,26%, e um mês antes, de 10,46%. O Procon não registrou as reduções de juros feitas a partir desta semana. ‘‘Mas, pelo que observamos no mercado até agora, os juros caíram pouco’’, diz Cristina Rafael Martinussi, técnica do Procon-SP.
‘‘As taxas continuam absurdas’’, diz o economista Miguel de Oliveira, vice-presidente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade). Medida para o período de 12 meses, a taxa média de juros cobrada do consumidor no empréstimo pessoal é de 89,26%, e no cheque especial, de 222,86%, segundo o Procon.

mockup