Queda da Selic não foi repassada pelos bancos
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 12 de março de 2002
Agência Estado 
São Paulo A queda da taxa Selic promovida pelo Banco Central no dia 21 de fevereiro, de 19% ao ano para 18,75% ao ano, ainda não chegou aos bancos do País. É o que constata pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP nos dias 5 e 6 deste mês.
De acordo com o Procon, a taxa média registrada para o cheque especial entre os 13 bancos pesquisados foi de 8,9% ao mês. Em fevereiro, a pesquisa da fundação apontou que a mesma taxa era de 8,91%, o que significa uma queda de apenas 0,01 ponto porcentual.
No que se refere a emprestimos pessoais, a redução das taxas também foi ínfima. A média caiu para 5,47% ao mês, ante 5,53% em fevereiro, o que mostra um decréscimo de 0,06 ponto.
Entre os bancos pesquisados que apresentaram as maiores taxas de cheque especial estão HSBC e BCN, com 9,5% mensais. A menor taxa verificada para este serviço foi de 7,5%, da Nossa Caixa Nosso Banco. Somente o Banespa, controlado pelo espanhol Santander, promoveu redução significativa de juros no mês, de 8,99% para 8,89%.
No que se refere às taxas para empréstimos pessoais, a maior taxa foi a do Itaú (6,95%) e a menor da Nossa Caixa Nosso Banco (3,95%). As maiores quedas ocorreram na CEF e no Santander. A primeira reduziu de 5,5% para 4,8% e o segundo de 5,75% para 5,72%.
Os treze bancos que participaram da pesquisa foram: BBV, Banco do Brasil, Banespa, BCN, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Mercantil de São Paulo, Nossa Caixa Nosso Banco, Real, Santander e Unibanco.


