Um mês a menos de safra, significa menos emprego no Noroeste do Estado. O gerente Agrícola da Usina Santa Terezinha, Paulo Rogério Trindande, vê com preocupação o fato dos trabalhadores perderem 30 dias de corte. Um cortador ganha em média, diariamente, até R$ 30,00. ''Com a quebra, haverá menos receita circulando na região e todos saem perdendo porque haverá menos dinheiro'', afirma Trindade.
O efeito cascata afeta outros setores, principalmente o comércio das pequenas cidades da região. ''Excluindo-se as lavouras canavieiras, os cortadores não possuem alternativas para compensarem as perdas de dias de trabalho que acontecerão por conta da atual estiagem'', resumiu Trindade. Segundo ele, pelo menos 80% da movimentação comercial em Ivaté, que tem cerca de 7 mil habitantes, depende exclusivamente da atividade canavieira.(V.B.)

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