Quebra na safra não encarece a manga
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terça-feira, 27 de dezembro de 2005
Erika Zanon<br>Reportagem Local 
A instabilidade climática dos últimos três meses, com chuvas em excesso e frio fora de época, prejudicou a produção da manga neste ano. Em Carlópolis (80 km ao sul de Jacarezinho) - maior produtor do Estado - a perda foi de aproximadamente 60%. Apesar da quebra na safra, a fruta não perdeu qualidade e nem teve o preço reajustado.
Na Central de Abastecimento do Paraná (Ceasa), o quilo do produto está sendo vendido por R$ 0,40 em média. ''Ainda não estamos com problema em relação ao preço porque dezembro é o auge da safra. Mas como a produção deste ano está sendo menor, a fruta poderá faltar já em janeiro e o preço deverá subir'', avisou Clóvis Tsuzaki, presidente da Associação dos Atacadistas da Ceasa.
Segundo ele, dezembro é o melhor mês para se comercializar manga. Em torno de 60 toneladas da fruta estão sendo vendidas diariamente. ''Apesar do problema na safra, a qualidade do produto não foi alterada'', disse Tsuzaki.
Em Carlópolis, os produtores estão satisfeitos com a qualidade da manga, porém não deixam de lamentar os danos. Segundo o engenheiro agrônomo da Emater, Airton José Soares Capoti, algumas propriedades armagam uma perda 70% da produção.
''Manga precisa de tempo quente para se desenvolver, e este ano tem feito calor durante o dia e frio à noite, prejudicando a safra'', informou.
Segundo ele, por conta disso, a colheita atrasou e os trabalhos só começaram na segunda quinzena de dezembro. No ano passado, a cidade produziu 620 toneladas de manga. Nesta safra não deve passar de 350 mil quilos. Carlópolis produz quatro variedades de manga: Tommy Atkin, Keit, Palmer, Haden.
O consumidor, no entanto, não precisa se preocupar com o preço nessa semana que antece a festa do Réveillon. O valor tem sido igual ou até menor que o mesmo período de 2004. ''A qualidade da fruta está ótima e o preço menor que o ano passado'', afirmou Reginaldo Amorin, responsável pelo setor de hortifrutis de um supermercado localizado na região central de Londrina.
Entretanto, segundo Amorin, os consumidores têm que aproveitar agora, pois quando acabar a produção da região a fruta será comprada das regiões Norte e Nordeste e, consequentemente, o valor será maior. O preço da manga tem variado de R$ 0,75 a R$ 0,99. O estabelecimento tem vendido em torno de 150 quilos do produto diariamente, número considerado normal para essa época do ano.


