Quebra de safra no PR pode ser recorde
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terça-feira, 05 de outubro de 2004
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba O Paraná poderá ter a maior quebra de safra dos últimos anos por conta da estiagem, dos altos custos e do uso de menor tecnologia devido aos preços cobrados pelos fertilizantes e adubos. As culturas do milho, feijão e trigo já foram prejudicadas nesse ano e tiveram redução significativa de área plantada. ''Esse é o momento em que os agricultores estão sendo prejudicados. Os preços dos insumos estão elevados, como os fertilizantes e agrotóxicos. Vai ser difícil para o produtor ter lavouras com menor índice de tecnologia, com estiagem e com a umidade relativa do ar em menos de 30%'', afirmou o vice-governador Orlando Pessuti, secretário de Estado de Agricultura e Abastecimento. Ele foi o palestrante de ontem na reunião semanal do secretariado, que acontece às terças-feiras no Museu Oscar Niemeyer.
Os agricultores paranaenses estariam aguardando uma melhor fase para o início do plantio, principalmente nas regiões Noroeste, Oeste e Sudoeste. A estiagem já teria, inclusive, trazido prejuízos significativos aos produtores do Norte Pioneiro e do Norte Velho. Técnicos da Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento já teriam iniciado estudos técnicos no interior do Paraná para avaliar as regiões onde a substituição de lavouras seria mais propícia. ''O que podemos fazer é estimular a troca de culturas. Se não tem como plantar soja por causa da estiagem, vamos estimular o plantio de algodão, arroz e milho, por exemplo. Os estudos técnicos é que vão nos apontar quais seriam as melhores saídas para cada região'', avaliou Pessuti.
Para a lavoura de substituição, Pessuti já conseguiu garantir a liberação de recursos com o Banco do Brasil (BB). Os valores serão discutidos nessa semana. O Paraná tem tido quebra significativa de safra desde o início do governo Roberto Requião (PMDB). A safra 2002-2003 foi recorde no Paraná, com produção de 30 milhões de toneladas de produtos. Já a safra 2003-2004 teve redução de 13,34%, fechando com 26 milhões de toneladas produzidas. A previsão era a de chegar a 28 milhões na safra 2004-2005, meta que pode ser prejudicada por causa da estiagem.
Para garantir uma melhor performance agrícola, Pessuti está apostando no combate a doenças como a sigatoka negra (que estava erradicada e atingiu novamente, esse ano, as bananas produzidas no Paraná), a ferrugem asiática (que atinge a soja) e a morte súbita de citros (que ainda não atingiu o Estado, mas existe risco eminente já que a doença tem avançado cerca de 100 quilômetros por ano e já está no Sul de São Paulo).


