De janeiro até agora, o Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) autuou quatro postos de combustíveis em Londrina por praticar irregularidades contra o consumidor. Nesses postos foram encontradas 18 bombas com vazamentos, vidros trincados, mangueiras deterioradas, entre outros problemas. Por esse motivo, 17 delas foram interditadas.
As blitze nos postos do município foram iniciadas em janeiro e devem prosseguir até o mês que vem. Até ontem, 92 postos foram visitados e 846 bombas medidoras de combustíveis vistoriadas. ''Já verificamos mais de 83% dos postos de Londrina e assim que terminarmos a operação aqui, iremos para a região'', explicou o gerente regional do Ipem, Marcelo Trautwein.
Segundo Trautwein, o consumidor deve estar alerta e exigir nota fiscal. Recomenda ainda ao consumidor a acompanhar o abastecimento e verificar se as marcações nas bombas partem do zero. ''Se tiver alguma desconfiança de que foi colocada menor quantidade de combustível do que se pagou, o consumidor pode exigir um medidor de volumes'', informa ele.
Os postos com bombas interditadas só voltam a funcionar depois de um mecânico autorizado regularizar o lacre das bombas. Do contrário, eles poderão ser multados em valores que podem oscilar de R$ 100 a R$ 50 mil. Trautwein não identificou os nomes dos postos, porque os estabelecimentos ainda estão dentro do prazo de fazer os argumentos de defesa.
As operações do Ipem não verificam a qualidade do produto, apenas a quantidade comercializada, obedecendo determinações do Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro). A qualidade é fiscalizada pela Agência Nacional de Petróleo e, eventuais fraudes de sonegação, pela Receita Estadual.

mockup