A educação financeira é sustentada por quatro pilares que ensinam que a definição de uma meta ou um sonho a ser realizado é tão importante quanto começar a poupar, afirma o educador financeiro Márcio Araújo.
De acordo com ele, o primeiro passo para solucionar os entraves da vida financeira é fazer um diagnóstico para conhecer a destinação do dinheiro. "O cafezinho, o pão de queijo custam pouco, mas o impacto é grande no fim do mês se consumimos com frequência", recorda.
Após ter o panorama dos próprios gastos, o passo seguinte é readequá-los, certo? Errado, na opinião do educador financeiro. A segunda etapa é definir quais os sonhos e objetivos, as razões que motivariam uma pessoa a poupar. "Essa meta é o gatilho que faz alguém guardar dinheiro. Precisa carimbar para o que se está poupando", explica.
Somente após as duas etapas Araújo orienta a se debruçar sobre o próprio orçamento para tomar conhecimento do quanto tem de despesa e qual a receita mensal, de modo a verificar o quanto sobra – ou falta – no fim do mês.
Com o diagnóstico feito, os sonhos desenhados e a contabilização de quanto ganha por mês, a pessoa passa ao quarto pilar, que é poupar. "Aí eu vou escolher onde vou guardar meu dinheiro. Não adianta poupar sem saber onde aplicar", avisa.
Segundo Araújo, a educação financeira não é fazer cálculo, mas trabalhar o comportamento das pessoas: não é o quanto alguém ganha que a deixará rica, mas o quanto ela guarda, garante. (L.F.W.)

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