Quase toda a população tem celular na mão
O Brasil também é o quinto mercado do mundo em número de linhas no segmento de celulares, com 121 milhões no fim de 2007. A Nokia, líder de venda de aparelhos, foi surpreendida por um crescimento anual de 20% nos últimos anos, maior do que a projeção de 12% da empresa. Luciane Matiello, diretora da Marketing da Nokia no Brasil, observa que milhões de brasileiros estão migrando para classes superiores de renda, da D e E para a C, e desta para as classes A e B, o que impulsiona mercado de telefones celulares.
Luciane acrescenta que o crescimento da Nokia está bem distribuído em todas as classes, e a média de tempo para a troca de aparelhos caiu de dois anos para 15 meses nos últimos dois anos. Segundo ela, o mercado tem duas vertentes, a dos chamados ''primeiro entrantes'', que estão adquirindo pela primeira vez um celular, e aqueles mais sintonizados na busca de tecnologia, concentrados nas classes A e B.
Mas a diretora ressalva que mesmo os consumidores nas faixas mais populares têm o que ela chama de ''ânsia de tecnologia''. Segundo Luciane, o consumidor brasileiro é muito voltado também para estilo e design, e a aquisição de novos aparelhos está ligada ao que ela chama de ''poder aspiracional'', de se identificar com um determinado grupo socialmente valorizado. ''As pessoas querem mostrar de que turma elas fazem parte'', resume.
Para Roger Saló, diretor de Marketing de segmento premium da operadora de celular Vivo, com mais de 33 milhões de clientes, ''o crescimento em número de clientes está vindo claramente das classes C e D''. No caso das classes A e B, ele observa, a cobertura já é de quase 100% (ou seja, todo mundo tem celular), e a competição entre as operadoras é mais para capturar clientes uma das outras. ''Aí a briga é por oferecer produtos diferenciados e aumentar a receita por cliente.''





