São Paulo – Depois de dois anos seguidos de entrada de muitos recursos, a indústria de fundos de investimentos no Brasil, em 2001, apresentou mais saída do que entrada de recursos. Conforme dados da Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento), enquanto em 1999 e 2000 a captação líquida foi de R$ 30 bilhões em cada ano, em 2001, os fundos tiveram uma saída de dinheiro de R$ 5,8 bilhões.
Já o patrimônio líquido total, que inclui todos os recursos depositados nos fundos somados à rentabilidade, apresentou crescimento de 15,84% em relação a 2000: saltou de R$ 296,8 bilhões para R$ 343,8 bilhões.
Na opinião de Marcelo Giufrida, diretor da Anbid, considerando as oscilações e o nervosismo observados nos mercados financeiros em 2001, a perda dos fundos em captação foi muito pequena. ‘‘Foi só de 2% do patrimônio. Perto do ambiente econômico, foi um bom resultado.’’
Segundo ele, 2001 foi um ano de consolidação da indústria de fundos no Brasil. Em relação a crises anteriores, explica, o comportamento foi muito melhor. ‘‘A rentabilidade média foi excelente, e a flutuação das cotas foi moderada, mesmo com a grande instabilidade dos mercados. Em 1997, ano da crise da Ásia, chegamos a ter saídas equivalentes a 6% do patrimônio.’’ Desde 94, o crescimento médio do patrimônio líquido dos fundos vem se situando na faixa de 33% ao ano. Nesse período, a captação líquida foi de R$ 64 bilhões.

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