Localizada a seis quilômetros de Loanda, a Fazenda Santa Maria mantém uma viatura policial e um funcionário da Defesa Sanitária Animal, que restringem a entrada e saída de pessoas e impedem a saída de produtos de origem animal. A reportagem não teve acesso à fazenda, mas apurou que várias famílias moram no local e que o trabalho de desinfecção já está sendo feito.
O rebanho, com 2.300 cabeças de gado, tem animais com sintomas da doença, como secreção bucal e ferimentos nos cascos. Três animais vindos do Mato Grosso do Sul, adquiridos num leilão em Londrina, são suspeitos de terem trazido a aftosa para a fazenda.
Na Seab local, agrônomos, veterinários, técnicos agrícolas e auxiliares da prefeitura de Loanda e cidades da região estão concentrados para impedir a entrada e saída de animais e evitar uma possível disseminação, caso fique comprovada a suspeita da doença na região. Eles estão visitando as fazendas e avaliando os rebanhos, que têm material coletado e enviado para o Laboratório Lanagro, em Belém do Pará. Cerca de 80 profissionais estão envolvidos no trabalho.
A quarentena, de acordo com o chefe executivo do Conselho de Sanidade Agropecuária (Conesa) de Curitiba, Silmar Burer, garante a segurança do rebanho até que o resultado dos exames fique pronto. ''É uma medida forte, mas que segue o procedimento padrão da Organização Mundial da Saúde Animal''.
Burer explica que o homem pode transportar o vírus de um local para o outro e ajudar a disseminar a doença. ''Equipes técnicas estão nos locais suspeitos orientando os tratadores de animais sobre como proceder em casos como esse''.
O chefe da Conesa afirmou que os animais com suspeita da doença estão apresentando apenas sintomas leves. ''Os sinais são discretos, mas a única medida é interditar as fazendas para isolar os focos''.
No total, em todo o Estado, 5.100 animais nos municípios de Maringá, Grandes Rios, Loanda e Amaporã estão sob vigilância. Um total de 30 barreiras foram montadas em diversos pontos dessas regiões, além de várias barreiras volantes para que nenhum produto ou derivado bovino passe pelas estradas.
Na Seab de Loanda a informação é que tanto a Fazenda Santa Maria como a Fazenda Santa Izabel, são ''bem estruturadas sanitariamente''. ''As duas fazendas têm o rebanho vacinado e mantêm boa estrutura no local''. A informação foi passada por um veterinário que preferiu não se identificar.
A doença, segundo o veterinário, pode ter sido transmitida ao rebanho devido ao ''estresse'' vivido pelos animais saudáveis quando saem das fazendas para participar de leilões. ''Os animais são deslocados de um lugar para outro e com isso, ficam estressados, podem apresentar baixa resistência, ficando suscetíveis à doença''.
O proprietário da fazenda Santa Maria, em Loanda, Nicola Pagan, foi contactado pela reportagem, mas a família não retornou às ligações. (M.O.)

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