A Associação de Produtores Agrícolas Marianenses (Apam) reúne 68 agricultores e mantém quatro silos próprios com capacidade total de 180 mil sacas. Fundado em 1993, após o fechamento da cooperativa Cotia, o grupo busca financiar novos armazéns para dobrar o espaço para estocagem, de forma a melhor atender os 7,7 mil hectares dos associados, todos de Santa Mariana, no Norte Pioneiro.
O presidente da Apam, o engenheiro agrônomo Lindomar José Massan, diz que os produtores adquirem cotas, cada uma relativa a uma saca de milho ou soja, que podem ser armazenadas no local, para venda em conjunto. São contratados nove funcionários fixos e dois temporários para períodos de safra, e todo o produto que entra nos silos é vendido por valores mais altos do que os de mercado. "Como são vários produtores, em vez de vender 3 mil sacas, vendemos 30 mil. Então temos acesso às tradings que chegam a pagar até R$ 5 a mais por saca", conta. "E chega a voltar até 4% em sobras técnicas", completa.
Massan considera que a associação modificou a realidade da cidade, porque os recursos que recebem a mais são gastos na região. Resultado que deixou a Apam pequena para o número de pessoas que fazer parte do grupo.
A compra de insumos é feita em conjunto, bem como a de maquinário. Massan afirma que a economia chega a ser de 7% na compra de sementes e agroquímicos e que o número de colheitadeiras, que começou em quatro, chegou a 40. "Agregamos também em conhecimento, porque fazemos dias de campo, palestras, tudo que for de interesse do grupo." (F.G.)

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