Quando o consumidor é o golpista


Simoni Saris - Grupo Folha
Simoni Saris - Grupo Folha

É alto o número de internautas que caem em golpes aplicados na rede, mas também é elevado o número de fraudes praticadas pelos consumidores contra lojas virtuais. Levantamento feito pela Konduto, empresa brasileira especializada em combater golpes no comércio on-line, revelou que o e-commerce brasileiro sofre 553 tentativas de fraude por hora ou uma tentativa a cada 6,5 segundos.  


Com uma amostragem de mais de 128 milhões de transações realizadas entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2018, o estudo apontou um índice de 2,20% de tentativas de golpes praticadas por estelionatários virtuais. O percentual corresponde a uma transação fraudulenta a cada 45 processadas no comércio eletrônico. O levantamento não traz os números dos golpes efetivados. 




Considerando-se os dados da ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico), que computam mais de 220 milhões de transações on-line realizadas durante o ano de 2018, quase cinco milhões teriam origem fraudulenta. Cartões de crédito clonados são o principal meio utilizado pelos golpistas.


Ainda segundo o levantamento da Konduto, a maioria das fraudes cometidas por consumidores contra lojas virtuais é detectada a tempo, antes do envio do produto ou da liberação do serviço ao cliente.


A quarta-feira é o dia com maior atividade de fraudadores: 16,31% das tentativas de golpe no e-commerce contabilizadas foram realizadas neste dia da semana. Aos sábados e domingos, a atividade criminosa cai para 12,39% e 10,94%, respectivamente. O período do dia em que os golpistas mais atuam é entre as 12 horas e a meia-noite e 18,04% das tentativas de fraude se concentram entre as 14 horas e as 16h59.


O período e horário preferidos dos golpistas, afirma a Konduto, reforça que a fraude no e-commerce não é um ato por oportunidade, mas um crime altamente especializado. “Estelionatários muitas vezes têm essa atividade como um ‘trabalho’ e têm turnos específicos para isso”, conclui a pesquisa. A maioria das fraudes ocorre à luz do dia.


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