Não é difícil encontrar alguém com dúvidas sobre onde ou em que investir quando tem algum dinheiro sobrando. As opções são variadas e muitos recorrem às aplicações em dólar. Porém, investir na moeda americana nem sempre é o melhor negócio.
Segundo o economista Cândido Lourençon, gerente da agência central do Banco do Brasil em Londrina, dólar não é um bom investimento pois não garante rentabilidade. Só se deve aplicar em dólar em três situações: quando a pessoa tem dívida cotada em dólar, pretende realizar alguma compra de produtos importados ou deseja viajar para o exterior.
''Fora isso é mais interessante aplicar as economias em outros investimentos'', afirma Lourençon. De acordo com ele, optar por outras aplicações se torna ainda mais relevante quando o investidor não pretende usar o dinheiro rapidamente.
O economista lembrou que em 1994, quando foi criado o Plano Real, US$ 1 equivalia a R$ 1. Hoje, a moeda americana custa em torno de R$ 2,15, ou seja, a rentabilidade foi de apenas R$ 1,15. ''Se o investidor que aplicou em dólar na época, tivesse optado por fundos de investimentos teria tido um rendimento de R$ 6 (para cada R$ 1). Até a poupança teria rendido no mínimo R$ 4'', destacou ele.
Lourençon explicou ainda que o regime cambial do País é flutuante. ''O governo - Banco Central - não interfere no câmbio, o valor da cotação muda ao sabor do mercado'', frisou o economista. Isso, conforme ele, dá credibildade ao Brasil e gera confiança nos investidores externos.
Com o câmbio flutuante, o que prevalece é a lei da oferta e da procura: se há grande demanda o dólar se valoriza, se a oferta prevalece a cotação cai. ''Ultimamente o Banco Central tem atuado de modo discreto. A justificativa do Governo é que a interferência serve para manter as reservas internacionais - dinheiro que é aceito no exterior - e não para manter o dólar alto'', acrescentou Lourençon.

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