Quando a umidade do ar se torna problema
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segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - As baixas temperaturas e o tempo mais úmido aumentaram em até 40% a procura por desumidificadores. Mas, antes de levar o aparelho para casa, o consumidor deve observar alguns detalhes para não comprar um produto que não seja adequado para o tamanho do ambiente.
Caso a umidade do ar esteja próxima de 100%, existe o risco de formação de bolor e propagação de certas bactérias. Quando os cômodos são mal ventilados a umidade produzida nos banhos, na cozinha, pelas plantas e pelas próprias pessoas não é eliminada. O desumidificador controla a umidade evitando a corrosão, ferrugem e paredes úmidas. Conserva quadros, roupas, documentos, aparelhos de som e fotográficos, instrumentos de precisão e móveis protegendo-os contra a umidade causadora do mofo.
Nesses equipamentos, o vapor dágua entra em contato com a superfície fria de uma serpentina no interior do desumidificador. Um ventilador conduz o ar úmido por esta superfície fria transformando o vapor em gotas dágua que são recolhidas em seguida em um recipiente instalado na parte traseira.
O desumidificador pode ser programado para operar de três formas: contínuo, seco e extra-seco. A diferença destes ciclos está na umidade relativa desejada para o ambiente. No seco a umidade ficará entre 50% e 60%, no extra-seco em 50% e contínuo quando se deseja a desumificação máxima. O ciclo reinicia sempre que esta umidade se altere porque o desumidificador é equipado com um umidostato que conforme a programação liga e desliga automaticamente.
O equipamento deve ter algumas características essenciais como desligar automaticamente quando o reservatório está cheio de água, umidostato, combinação de desumidificador e aquecedor, compressores e ventiladores silenciosos, facilidade de limpeza e carcaça resistente à ferrugem.
A característica mais importante é a capacidade de remoção da água do ar em litros por hora. Outras dicas são deixar o aparelho longe da parede, pelo menos 20 centímetros, evitar colocá-lo num canto da sala ou ao lado de um móvel grande. Também é importante fechar portas e janelas da área a ser desumidificada. Nos primeiros dias de operação, a dica é deixar o aparelho em extra-seco para retirar a umidade nos móveis e paredes.
A empresa de equipamentos de controle de qualidade Labstore comercializa o produto a partir de R$ 1,2 mil. Este modelo é indicado para ambientes de até 150 metros cúbicos. O equipamento com a maior capacidade atinge 500 metros cúbicos e custa cerca de R$ 3,1 mil. O sócio-gerente da Labstore, Sérgio Battu, disse que houve um aumento de 40% na procura pelo produto a partir de junho. Para definir o modelo a ser comprado é calculada a altura do ambiente multiplicada pela largura e pela profundidade. O gasto de energia é equivalente ao de uma geladeira. Ele explicou que para lugares muito carregados de materiais, livros e móveis pode haver a necessidade de dois aparelhos. O desumidificador mais simples e com menor valor no mercado é da marca Nilko, custa R$ 115 e pode ser encontrada até em lojas de material de construção.


