QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL - Sobram vagas, faltam candidatos
A falta de capacitação de mão de obra especializada está gerando um fenômeno paradoxal no Brasil. O País tem alto índice de desemprego ao mesmo tempo em que sobram vagas no mercado. Diante dessa realidade, a FOLHA foi ouvir um especialista em gestão da Fundação Dom Cabral (FDC). O professor Marcos Cotta de Carvalho define um sério problema que afronta empresários do País: a dificuldade de contratação de funcionários para tarefas básicas, que possuem menor escolaridade, mas necessitam de treinamento. Cotta é especialista em gestão de processos. Ele esteve em Londrina no início da semana ministrando curso da Paex (Parcerias por Excêlencia) braço da FDC no seu centro internacional de educação executiva. Dez empresas da região participaram do curso, que é realizado ao longo de três anos.
Como essa falta de mão de obra atrapalha as empresas de forma simultânea com uma reação em cadeia , foi um dos tópicos que gerou discussão entre os participantes. Um case utilizado como ilustração é o de uma pintura num apartamento, na qual o pintor não têm conhecimento para aplicar a tinta e, no término do processo, a baixa qualidade do trabalho acaba sendo debitado ao fabricante da tinta. Como não há mão de obra disponível no mercado, o empresário contrata um profissional sem qualificação. A ineficiência dele gera uma ruptura em todo o processo, na qual chamamos de dor organizacional, relata o especialista.
Segundo Cotta, apesar da capacitação dentro das próprias empresas ser a melhor alternativa para sanar o problema da mão de obra, poucos ainda estão conscientes em investir nesta opção. Muitos têm receio de capacitar os próprios empregados com medo de perdê-los para a concorrência, destaca o professor da Dom Cabral.
● Segundo o especialista, os empreendedores do mesmo setor devem se unir para capacitar os profissionais de forma mais efetiva





