Qualificação é porta de entrada para a indústria
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Mie Francine Chiba <br>Reportagem Local 
Empregabilidade de quase 95% e salários de R$ 1,2 mil para técnicos e R$ 4 mil para tecnólogos. Este é o cenário que espera estudantes que desejam se qualificar fazendo cursos técnicos ou tecnológicos voltados à indústria. Alunos, ex-alunos, futuros alunos e empresários estão discutindo, entre outros assuntos, o mercado de trabalho na indústria no maior encontro com a participação da comunidade do Senai que acontece em todo o Brasil até amanhã, inclusive com programação em Londrina: o Mundo Senai.
A alta empregabilidade no setor se deve à alta demanda por profissionais qualificados, que é maior do que a oferta. São 5 mil indústrias só na região, e 42 mil em todo o Estado. O setor gera cerca de 700 mil empregos no Paraná. De acordo com o analista de negócios do Senai Londrina, Marcelo Strik, uma pesquisa do Senai Nacional mostrou que apenas 4% da população brasileira entre 20 e 50 anos de idade possui formação técnica sendo que, para atender a demanda do País, a proporção ideal seria de 30%.
Para ele, as principais oportunidades na região se concentram nas áreas de automação industrial, tecnologia da informação e comunicação, eletromecânica e biotecnologia. ''Mas em todas as áreas dos cursos do Senai há oportunidades.'' Nos cursos superiores tecnológicos, a média salarial chega a R$ 4 mil. ''Este profissional vem muitas vezes suprir uma vaga de engenheiro quando há dificuldade de contratação na região, por exemplo.''
Os cursos técnicos e tecnológicos qualificam o aluno para atuar diretamente na indústria. ''Essas duas formações dão prática ao aluno, não só a bagagem teórica, mas também o que o profissional vai fazer no dia a dia da empresa.'' De acordo com o gerente do Senai Londrina, Alexandre Ferreira, os estudantes do instituto se posicionam no mercado de trabalho de diversas formas, entre elas através de estágio ou recolocação dentro da empresa onde já trabalham.
Mas apesar do cenário positivo, Marcelo Strik recomenda aos jovens continuarem estudando, mesmo depois de colocados no mercado de trabalho. ''Se não continuar estudando, o salário também se estabiliza.'' Quem fez um curso técnico deve investir na graduação e na pós-graduação, e quem fez um curso tecnológico, ao se formar, deve buscar a pós-graduação. Strik lembra ainda que pessoas com especialização tendem a ganhar 40% mais.


