Qualificação é garantia de emprego
PUBLICAÇÃO
domingo, 30 de abril de 2006
Fernanda Mazzini<br> Reportagem Local 
Diante de um mercado de trabalho cada vez mais competitivo é natural que as exigências dos empregadores sobre as qualificações dos funcionários aumentem. Mas, afinal, quais qualidades um trabalhador deve apresentar ao mercado para conseguir um emprego? A característica básica é a qualificação. Ainda falta capacitação técnica e prática aos candidatos a um emprego. Há muitos trabalhadores com baixa escolaridade, sem conhecimentos de informática ou de línguas estrangeiras e com conhecimentos não atualizados da sua profissão.
O consultor em treinamento, desenvolvimento e liderança empresarial Abraham Shapiro, enumera que duas empresas instaladas em Londrina de diferentes segmentos montaram uma escola dentro de sua própria estrutura para investir em reciclagem e formação de profissionais. A intenção desses empresários é aperfeiçoar seus funcionários e ainda investir em formação de mão-de-obra para o seu próprio consumo.
Ruth Hayashi, coordenadora de Recrutamento e Seleção da Labor Trabalho Temporário, lembra que os empregadores estão mais exigentes e pedem um grau de instrução maior, conhecimentos em informática e em línguas estrangeiras. Além disso, o candidato deve ter uma boa desenvoltura e não ser muito tímido porque ele não vai conseguir expressar seus conhecimentos, aconselha Ruth. Ter um bom vocabulário também é um item importante. Para Shapiro, falta ao trabalhador a consciência verdadeira do seu papel na empresa. Em geral, o que percebemos é que os candidatos têm um nível mais baixo do que se espera dele e eles não estão dispostos a se superar, comenta.
Ele acrescenta que os funcionários não estão dispostos a assumir os objetivos e metas da empresa para qual trabalha. Além disso, falta sintonia com as inovações do campo profissional de cada um. Para se diferenciar, o trabalhador tem que apresentar habilidades suplementares. Esses diferenciais abrem a possibilidade de crescimento dentro da empresa porque são características de cargos de liderança, salienta. Na sua avaliação, muitas pessoas hoje estão interessadas no emprego apenas para ter um salário e não para somar com a estrutura da empresa.
O que o empregador quer hoje é conhecer também as habilidades emocionais, de como os candidatos se comportam em períodos de crise, em momentos de conflitos. O trabalhador tem que ser transparente na entrevista, explica o consultor. O seu conselho é que os estudos nunca devem ser abandonados. As pessoas têm que ter amor pelos estudos e pela leitura, salienta.
Os estágios em empresas também podem ser o caminho para que muitos universitários consigam atender a uma exigência do mercado: a experiência profissional. Segundo Ruth Hayashi, mesmo sem remuneração ou com salários considerados baixos o estágio deve ser encarado como um aprendizado. Os estágios formam o profissional, que pode ser efetivado na empresa ou apresentar uma experiência ao mercado, explica.


