Com relação a redução do câmbio, Carlos Augusto observa que os setores suínos e frangos serão prejudicados porque terão receita menor e um custo maior, considerando, por exemplo, a redução da oferta de milho.
O milho deve cair de 12 milhões de toneladas ano passado para 8 milhões de t este ano; a safra nacional cai de 41 milhões para cerca de 38 milhões. Mesmo que os câmbio não seja convidativo para exportar como no ano passado, os preços internos tendem refletir a queda na oferta.
Mas a comercialização e a redução de custos são apenas um item dos desafios do agronegócio em 2002, observa Carlos Augusto. A Faep vem atacando firme a questão do leite para melhorar a rentabilidade do campo, que está no limite. E na cadeia da carne bovina - onde já conseguiu avanços no ano passado - pretende implantar um modelo de classificação/tipificação de carcaça e rastreabilidade. Segundo Ágide Meneguette - que destaca parcerias com outras instituições como Ocepar, Faep e Tecpar -, o objetivo é ganhar espaço no mercado e aumentar a rentabilidade do produtor, mas isto se consegue melhorando o produto e profissionalizando quem atua no setor. O assessor econômico José Augusto, aponta a etapa da industrialização como gargalo. A área industrial tem que participar mais dessse processo de evolução; este tem sido um ponto falho da cadeia, segundo o técnico.
Além do um amplo programa de treinamento executado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/Pr), a Faep mantém um projeto de controle de qualidade em hortifrutigranjeiros adaptado de um modelo da Ceagesp, em que leva em conta a rentabilidade do produtor e os interesses do consumidor.

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