A qualidade de um alimento está ligada a seu preço? É uma pergunta difícil de responder e, na maioria dos casos, é bem variável. Carnes magras, por exemplo, com baixo teor de gordura oferecem riscos menores à saúde e nem sempre são mais caras. A sardinha é um destes casos. É um alimento barato (em Londrina o quilo varia de R$ 2 a R$ 3) que contém ômega 3 e ácidos graxos benéficos à saúde. As carnes vermelhas contém ferro, porém as mais magras e saudáveis são as ''de primeira'', geralmente, mais caras (veja quadro).
Segundo a nutricionista Maria Cristina Corrêa, professora do Centro Universitário Filadélfia (Unifil), a carne magra é definida pela sua quantidade de gordura. Neste caso não são enquadradas as carnes com gordura externa, mas há cortes em que a gordura é intrínseca (que fica entre as fibras). ''As carnes mais macias e suculentas têm mais gordura e sabor mais acentuado. Nas carnes bovinas de segunda a gordura presente é mais intrínseca'', explica.
Cortes de segunda estão localizadas na parte dianteira do boi, enquanto as de primeira estão no traseiro. São cortes de primeira: alcatra, contra-filé, coxão mole, filé mignon e patinho. Alguns exemplos ''de segunda'' são: acem, lagarto e peito. A picanha, por exemplo, tem gordura externa, que também está intrínseca na carne. O cupim é outro corte que também tem muita gordura intrínseca.
A carne de porco é a mais gordurosa delas. Geralmente, um corte ''magro'' é o filé, mas é muito pouco utilizado e consumido. ''No caso do consumo do porco, a gordura visível deve ser retirada antes do seu preparo. É importante também evitar frituras, que 'seguram' a gordura'', ensina a nutricionista.
E toda carne de frango é magra? Nem toda. Coxas e asas, por exemplo, tem mais gordura. O melhor é optar pelo peito, cuja carne é mais magra. ''Mas de uma maneira geral se a pele for retirada no momento do consumo a gordura do frango já é reduzida porque fica concentrada na pele'', explica Cristina. Normalmente, dos cortes de frango, o peito é um dos mais caros.
Embora o brasileiro não tenha muito o hábito de consumir peixe, a sua carne é a mais saudável. No entanto, geralmente, os peixes de rio são mais gordurosos do que os de mar. Isso ocorre devido à sua própria composição e alimentação. ''Por exemplo, é mais fácil retirar a gordura do cação. No entanto, o cascudo e a piapara têm sabor mais acentuado'', comenta a nutricionista. Ela sugere ainda o consumo de sardinha, que é um produto barato, a cada 15 dias. ''A lata preserva o ômega 3 e os ácidos graxos. E com a sardinha pode ser feita uma salada ou uma torta'', diz Cristina.

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