A qualidade das estradas paranaenses sofreu leve piora de 2014 para 2015. Os trechos considerados em ótimo estado caíram de 14,4% para 10,94%. E os avaliados em bom estado subiram de 34,9% para 36,76%. A Confederação Nacional dos Transportes (CNT) divulgou ontem os resultados da Pesquisa CNT de Rodovias 2015. Somados os trechos ótimos e bons, a porcentagem caiu de 49,3% para 47,7%.
As estradas concedidas consideradas em ótimo estado eram 27,9% e baixaram para 20,4%. As em bom estado subiram de 47,2% para 52,9%. Somados, os trechos pedagiados bem avaliados (ótimo e bom) saíram de 75,1% para 73,3%. Nas rodovias sob gestão pública, a soma de ótimo e bom permaneceu estável, na casa dos 26%. Mas, quando consideradas só as vias estaduais, os trechos bem avaliados caíram de 31,5% para 27,7%.
Para chegar ao índice geral, a CNT considera três características: pavimento, sinalização e geometria. No Paraná, a geometria é que puxa o índice para baixo. Somente 24,4% dos trechos pesquisados são considerados ótimos ou bons neste quesito. Já a sinalização teve 54,6% de ótimo e bom. E o pavimento, 59,4%.

Qualidade das rodovias tem leve piora no Paraná
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As duas principais rodovias que passam por Londrina, a BR-369 e a PR-445, foram bem avaliadas. Ambas ficaram com o conceito geral bom. A 445 teve bom para pavimento, ótimo para sinalização e regular para geometria. A 369 ficou com bom para pavimento e sinalização e regular para geometria. Entre as estradas muito mal avaliadas no Paraná, está a PR 410, mais conhecida como Estrada da Graciosa, que leva ao Litoral do Estado. Com pavimento considerado regular, sinalização ruim, e geometria péssima, ela recebeu nota geral ruim.
Cinco Estados brasileiros têm melhores notas que o Paraná. A soma de ótimo e bom de São Paulo chega a 83,52% dos trechos. Em segundo lugar, vem Alagoas, com 78,73%. Rio de Janeiro, Paraíba, e Rondônia têm 61,92%, 56,31% e 50,65%, respectivamente.
Quando se compara apenas os trechos privatizados nos nove Estados que fizeram concessões, a nota do Paraná é a segunda pior. No Rio Grande do Sul, apenas 47,2% das rodovias concedidas são consideras ótimas ou boas. Aqui, são 73,3%. E, em Minas Gerais, 79,6%. Rio de Janeiro, Espírito Santo, Santa Catarina e Bahia têm respectivamente 81,7%, 85,1%, 88,3% e 89%. São Paulo aparece com 96,4% de rodovias privatizadas tidas como ótimas ou boas, e Pernambuco, 100%.
O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga do Paraná (Setcepar), Gilberto Cantu, diz que a pesquisa CNT comprova o que "já se sabe". "O valor do pedágio no Paraná é incompatível com que é oferecido pelas concessionárias. É lamentável", afirma. Em relação às estradas que não são pedagiadas, ele diz que "não se pode esperar nada" do Estado, que não tem recursos para investir. "Nem consegue tampar os buracos. As operações tapa-buraco são para inglês ver", declara.
A reportagem pediu entrevistas sobre a pesquisa para a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) e a Secretaria da Infraestrutura e Logística do Estado do Paraná. Mas as assessorias não conseguiram encontrar representantes para comentá-la.

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