Um produto de uso quase obrigatório em nossas mesas é o azeite de oliva. Há alguns anos, era relativamente fácil comprar o produto, até porque o consumidor não tinha muita alternativa, apenas duas ou três marcas importadas e algumas da ‘‘indústria brasileira’’. Agora, porém, a pessoa pode ficar surpresa com a variedade (e preços) dos azeites nas gôndolas dos supermercados. (Vale esclarecer que o Brasil não produz azeites de oliva. Alguns azeites são importados a granel de países mediterrâneos e aqui enlatados. O azeite extravirgem é importado em embalagem própria).
  Na hora de comprar um azeite, o consumidor precisa saber - antes de mais nada, o tipo de produto que deseja. A escolha não pode se basear apenas no preço, até porque a diferença de preço não é por acaso.
  Existem três tipos de azeites: o virgem ou puro, que pode até ser uma mistura de safras de azeitonas; o extravirgem, que é o mais nobre de todos; e o composto ou misturado, que tem uma grande mistura de outros óleos e, portanto, não deve nem mesmo ser chamado de azeite de oliva.
  A dona de casa Maria Castilho Luis diz que já percebeu a diferença entre os tipos de azeite. Entre os três, ela prefere o puro, que ‘‘é mais suave’’. Quanto aos outros dois, dona Maria diz que ‘‘o composto é misturado com óleo de soja e o extravirgem é muito forte’’.
  A professora de idiomas Roseli Haenisch, por sua vez, diz que prefere o extravirgem: ‘‘Ele é mais puro; custa mais caro, mas para quem usa pouco, eu acho que compensa, e além disso, ainda tem a questão da qualidade’’.
  A pedagoga Maria Ruth Sartori da Silva também prefere o extravirgem. Segundo ela, ‘‘este azeite é melhor porque tem menos colesterol e é mais caro por ter melhor tratamento’’.
  Para a nutricionista Beatriz Ulate, o segredo do extravirgem está no processo de produção. A começar pela seleção das azeitonas, que são colhidas somente quando ‘‘estão no ponto’’. Depois vem a prensagem, que ‘‘é feita bem rápido, gerando um produto de melhor qualidade’’. E no caso do extravirgem, não há processo de refino. ‘‘Ele é 100% puro’’, afirma a nutricionista.
  O azeite extravirgem apresenta alguns benefícios para a saúde, sendo o mais recomendado para prevenir a osteoporose, as doenças cardiovasculaes e alguns tipos de câncer. A nutricionista Beatriz Ulate tembra que ‘‘o azeite tem funções terapêuticas porque contém bastante antioxidantes’’.
  Segundo ela, a quantidade a ser consumida varia de acordo com a necessidade do indivíduo. ‘‘Embora seja um produto benéfico, não pode ser consumido em grande quantidade por ser de alto teor calórico’’, afirma.
  A nutricionista também dá algumas dicas para as pessoas na hora de comprar azeite: observar bem o rótulo para não comprar ‘‘gato por lebre’’; priorizar os azeites produzidos na Europa (Portugal e Espanha têm mais tradição); observar o processo de extração - o extraído a frio é melhor; a embalagem recomendada é a de vidro e nunca em lata, porque a gordura pode reagir com o metal e formar substâncias tóxicas, e observar ainda o prazo de validade. No caso do extravirgem, a nutricionista sugere que ‘‘ele não deve ser aquecido em hipótese nenhuma para não perder suas propriedades antioxidantes’’.
  A lata de 500 ml do azeite composto pode ser encontrada nos supermercados de Londrina entre R$ 4,00 a R$ 7,00; o azeite virgem entre R$ 12,00 e R$ 18,00, e o extravirgem entre R$ 15,00 e R$ 60,00.

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