Qual o azeite de oliva de sua preferência?
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segunda-feira, 15 de maio de 2006
Eli Araujo<br>Reportagem local 
Um produto de uso quase obrigatório em nossas mesas é o azeite de oliva. Há alguns anos, era relativamente fácil comprar o produto, até porque o consumidor não tinha muita alternativa, apenas duas ou três marcas importadas e algumas da indústria brasileira. Agora, porém, a pessoa pode ficar surpresa com a variedade (e preços) dos azeites nas gôndolas dos supermercados. (Vale esclarecer que o Brasil não produz azeites de oliva. Alguns azeites são importados a granel de países mediterrâneos e aqui enlatados. O azeite extravirgem é importado em embalagem própria).
Na hora de comprar um azeite, o consumidor precisa saber - antes de mais nada, o tipo de produto que deseja. A escolha não pode se basear apenas no preço, até porque a diferença de preço não é por acaso.
Existem três tipos de azeites: o virgem ou puro, que pode até ser uma mistura de safras de azeitonas; o extravirgem, que é o mais nobre de todos; e o composto ou misturado, que tem uma grande mistura de outros óleos e, portanto, não deve nem mesmo ser chamado de azeite de oliva.
A dona de casa Maria Castilho Luis diz que já percebeu a diferença entre os tipos de azeite. Entre os três, ela prefere o puro, que é mais suave. Quanto aos outros dois, dona Maria diz que o composto é misturado com óleo de soja e o extravirgem é muito forte.
A professora de idiomas Roseli Haenisch, por sua vez, diz que prefere o extravirgem: Ele é mais puro; custa mais caro, mas para quem usa pouco, eu acho que compensa, e além disso, ainda tem a questão da qualidade.
A pedagoga Maria Ruth Sartori da Silva também prefere o extravirgem. Segundo ela, este azeite é melhor porque tem menos colesterol e é mais caro por ter melhor tratamento.
Para a nutricionista Beatriz Ulate, o segredo do extravirgem está no processo de produção. A começar pela seleção das azeitonas, que são colhidas somente quando estão no ponto. Depois vem a prensagem, que é feita bem rápido, gerando um produto de melhor qualidade. E no caso do extravirgem, não há processo de refino. Ele é 100% puro, afirma a nutricionista.
O azeite extravirgem apresenta alguns benefícios para a saúde, sendo o mais recomendado para prevenir a osteoporose, as doenças cardiovasculaes e alguns tipos de câncer. A nutricionista Beatriz Ulate tembra que o azeite tem funções terapêuticas porque contém bastante antioxidantes.
Segundo ela, a quantidade a ser consumida varia de acordo com a necessidade do indivíduo. Embora seja um produto benéfico, não pode ser consumido em grande quantidade por ser de alto teor calórico, afirma.
A nutricionista também dá algumas dicas para as pessoas na hora de comprar azeite: observar bem o rótulo para não comprar gato por lebre; priorizar os azeites produzidos na Europa (Portugal e Espanha têm mais tradição); observar o processo de extração - o extraído a frio é melhor; a embalagem recomendada é a de vidro e nunca em lata, porque a gordura pode reagir com o metal e formar substâncias tóxicas, e observar ainda o prazo de validade. No caso do extravirgem, a nutricionista sugere que ele não deve ser aquecido em hipótese nenhuma para não perder suas propriedades antioxidantes.
A lata de 500 ml do azeite composto pode ser encontrada nos supermercados de Londrina entre R$ 4,00 a R$ 7,00; o azeite virgem entre R$ 12,00 e R$ 18,00, e o extravirgem entre R$ 15,00 e R$ 60,00.


