Qual a orientação para os investidores que querem aplicar na Bolsa de Valores neste momento?
A primeira orientação é que o investidor procure uma corretora credenciada para operar na bolsa. As corretoras cobram comissão, mas oferecem mais segurança. É importante também que os investidores busquem informações sobre segmentos e sobre as empresas que pretendem investir. Deve-se consultar o site da Bovespa, que está bastante interativo e apresenta simulações de operações. Investimentos em bolsa também não são para curto prazo (menos de seis meses) porque o investimento é de renda variável. O ideal seria deixar o dinheiro aplicado na bolsa por pelo menos um ano. Seria melhor não comprar ações em alta porque, neste caso, seria preciso que elas subissem mais ainda para oferecer rentabilidade. É importante lembrar que o índice, o Ibovespa, é formado com base em uma carteira de ações mais negociadas e, pode ser que a ação que a pessoa comprou nem esteja em alta. Nesse caso, a informação é o mais importante para que o investidor não seja surpreendido
Charles Vezzozo, professor da PUC/Londrina
Bolsa de Valores é um mercado volátil, nervoso. A tendência é de alta, com a geração de bons resultados. Como a taxa de juros está caindo e a remuneração dos papéis pré e pós-fixados está próxima ou abaixo da poupança, os investidores estão buscando mais rentabilidade e, por isso, está crescendo o capital das bolsas. Mas os pequenos investidores devem ficar atentos porque pode ser que alguns investidores entrem vendendo ações e a rentabilidade pode cair e, neste caso, eles podem ser surpreendidos pelas perdas. Também é importante dizer que depois de pedido o resgate, o dinheiro só é liberado no segundo dia e se houver mais quedas, o investidor pode ficar sujeito à essas variações. A recomendação é que os pequenos investidores procurem corretoras e apliquem em fundos, que têm menor variação de rendimento, mas são mais seguros porque são formados por um mix de ações
Vanderlei Sereia, economia e professor da UEL





