Albari RosaPrimeiro encontroO presidente do Banestado, Neco Garcia, Riszard Leja, presidente da PZL e o secretário da Indústria e Comércio, Nelson Justos: negociandoA empresa polonesa de aviação PZL e a Prefeitura de Arapongas (região Norte do Estado) começam a preparar amanhã os papéis para regulamentar a instalação da primeira fábrica no País. A PZL tem intenção de fabricar aviões comerciais, destinados principalmente para a agricultura. A escolha do município foi confirmada ontem pelo diretor presidente da empresa Riszard Leja. Junto com o prefeito de Arapongas José Aparecido Bisca, Leja e uma comitiva de poloneses estiveram reunidos com o secretário da Indústria e Comércio, Nelson Justus. Hoje, eles se encontram com o governador Jaime Lerner.
O grupo apresentou ao secretário a proposta de instalação da fábrica. Foi o primeiro encontro com o governo do Estado. Por enquanto, Leja evita falar qual o volume de investimentos que deverá ser feito.
Holding polonesa com 60% de capital estatal, a PZL deverá ser instalada em quatro etapas. Dentro de quatro meses, o grupo trará quatro aviões que servirão para fertilizar as lavouras de cana-de-açúcar. Conforme a demanda do mercado local e brasileiro, a empresa começa a instalação de uma unidade que montará aviões poloneses no Estado. As duas outras etapas seguintes são a fabricação de aviões no País e desenvolvimento de um departamento de pesquisa.
Leja afirmou que a empresa optou por Arapongas devido à quantidade de lavouras de cana-de-açúcar. ‘‘Sobrevoamos a região e comprovamos que há uma extensão enorme que justifica o investimento’’, afirmou o diretor da empresa. Parte dos aviões da PZL se destinam a pulverização de plantações. Um avião pode carregar em média 1,5 toneladas de fertilizante.
Além da agricultura, a proximidade do Paraná com os países do Mercosul foi enfatizada por Leja. ‘‘Colocando nossa fábrica aqui, teremos mais facilidade para comercializar com o Mercosul’’, afirmou o diretor-presidente.
O prefeito de Arapongas, José Aparecido Bisca, disse que a prefeitura oferecerá os galpões desativados do Instituto Brasileiro do Café (IBC). Um dos armazéns tem 65 mil metros quadrados de área coberta. ‘‘Estamos contando com o local, que deve ser liberado em breve’’, afirmou Bisca.
Na negociação feita na Secretaria de Indústria e Comércio, o secretário informou aos poloneses que o Estado tem incentivos fiscais a oferecer. ‘‘Nós temos um programa que aplicamos aos novos investimentos e ele poderá se encaixar dentro do que está sendo proposto’’, afirmou Justus. Os detalhes da negociação serão feitos nas próximas semanas.

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