Dois aviões agrícolas foram montados por técnicos do grupo polonês PZL em dezembro passado em Arapongas. Os aparelhos, usados para pulverização de lavouras, foram montados no hangar da prefeitura e vendidos para agricultores de Campo Mourão e do Paraguai.
A montagem dos dois aparelhos faz parte da implantação de uma fábrica de aviões, que estava prevista para dezembro de 1997. O atraso no projeto foi causado pela demora na liberação do armazém do Instituto Brasileiro de Café (IBC) de Arapongas - onde funcionará a fábrica, segundo o prefeito José Aparecido Bisca.
A montadora deve ocupar um terço dos 68 mil metros quadrados do galpão do IBC. A Codapar - Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná também usará um terço da área para estocar farinha. Ambos serão usuários do Centro Regional de Negócios, previsto para começar a funcionar no local até julho.
O protocolo de intenções para a instalação da montadora foi assinado em agosto passado pelo presidente do grupo, Ryszard Leja. A previsão é de que sejam montados 30 aparellhos por ano, gerando inicialmente cerca de 300 empregos diretos e indiretos. Com investimentos de cerca de US$ 15 milhões, o faturamento previsto é de US$ 10 milhões no primeiro ano de funcionamento.
O consultor do IPD - Instituto Paraná Desenvolvimento e coordenador do projeto do Centro Regional de Negócios, Renato Ling Júnior, espera a liberação do armazém do IBC de Arapongas pelo governo federal para daqui a 15 dias. Arapongas e Mandaguari serão as primeiras cidades a ter o Centro, que servirá de show room para divulgar a produção do Paraná para todo o mundo. Ling diz que 600 empresas da região de Arapongas têm interesse em instalar-se no Centro.

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