A empresa de auditoria, consultoria tributária, societária e de negócios PwC Brasil inaugurou ontem em Maringá sua primeira unidade no interior do Brasil. A PwC começa a atuar na cidade com 20 consultores que vão prestar serviços de auditoria, consultoria fiscal tributária, implementação de governança corporativa, revisão de processos, entre outros. A empresa chega ao Norte do Paraná com foco nas empresas familiares e de agronegócio da região, sendo que muitas já são clientes.
Segundo o sócio presidente da PwC Brasil, Fernando Alves, que esteve presente ontem na inauguração da unidade, a escolha pelo interior do Estado e por Maringá se deu pela "efervescência empresarial, empresas familiares de sucesso em processo de expansão de negócios e pela capacidade de mobilização do empresariado e da sociedade civil".
"Nossa leitura é de que devemos estar nas regiões do Brasil que têm maior potencial de crescimento econômico, onde há maior efervescência empresarial. Temos uma tradição importante na PwC que é prestar serviço a empresas familiares, emergentes. Temos alta especialização nas áreas de agronegócio, varejo, serviços e cooperativismo", continua.
A atividade em Maringá irá abranger toda a região Norte e Noroeste do Estado, onde Londrina é vista como uma cidade em potencial. "Olhamos o interior do Paraná com uma perspectiva específica. Achamos que Londrina, Maringá e toda esta macrorregião tem diferencial do ponto de vista competitivo. Estamos olhando para as médias cidades brasileiras com alta capacidade empresarial, crescimento, vantagem competitiva e achamos que elas têm mais possibilidade de crescer que algumas capitais."
Segundo Carlos Alexandre Peres, sócio da PwC Brasil e que atua na região do Paraná, a expectativa é que a nova unidade cresça 20% a 30% ao ano nos cinco primeiros anos. "O interior do Paraná é muito rico em empresas familiares que cresceram, têm bons potenciais de negócio, mas se perdem em sua gestão administrativa. Já experimentamos vários casos de ajudar empresas familiares a fazer a governança corporativa, profissionalizar no sentido de estar preparado para encarar os desafios que certamente virão."
Na sua visão, se por um lado uma empresa familiar possui vantagens como processo de tomada de decisão mais rápida e desburocratizada e visão de longo prazo, por outro, possuem um nível de estruturação menor. "São diferentes de empresas de capital aberto, que têm que dar respostas muito mais rápidas sobre seus resultados. Mas por outro lado, são menos estruturadas de forma geral, e muitas vezes não têm nível de governança, controle interno que as preparem para encarar empresas que, por estarem estruturadas e terem acesso a mercado de capitais, conseguem chegar com mais força financeira."

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