O dólar, paralelo e comercial, liderou a rentabilidade em setembro, refletindo as preocupações externas, principalmente a disparada das cotações do petróleo. O paralelo valorizou-se 2,22% e o comercial, 1,15%. A puxada do dólar favoreceu os fundos cambiais. Incertezas com a disparada do petróleo derrubaram o Índice Bovespa (Ibovespa), que fechou o mês com baixa de 8,17%, a mais elevada desde abril, mês em que a desvalorização das ações foi de 12,81%.
A acentuada queda empurrou a bolsa ao último lugar na lista de investimentos mais rentáveis de setembro e transformou a rentabilidade acumulada no ano em uma perda de 6,80%. Um desempenho que confere à bolsa a condição de pior investimento no ano, até o momento.
Na posição intermediária, acomodaram-se as aplicações de renda fixa. Desta vez, após dois meses seguidos de rendimento negativo, a maioria delas deve carregar margem real positiva, acima dos índices de inflação calculados pela variação dos preços ao consumidor (IPCs), projetados abaixo de 0,50% em setembro. A liderança foi dos fundos de renda fixa, com rendimento líquido de 1%, seguidos pelos CDBs para valores acima de R$ 100 mil, com 0,96%, e fundos DI, com 0,95%.

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