Pulverização de privatizações é defendida
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terça-feira, 03 de abril de 2001
De Curitiba 
O presidente da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), Raymundo Magliano Filho defendeu ontem a pulverização das privatizações das empresas estatais. Defendendo a necessidade de aumentar o número de investidores, tornando o mercado de ações mais popular, Magliano afirmou que é obrigação do governo mudar o modelo das privatizações, enfatizando a pulverização junto ao grande público.
Nesse sentido, a Bovespa promete lutar bravamente para fazer da privatização de Furnas um exemplo de pulverização na privatização. Segundo ele, na Alemanha, Inglaterra, França e Espanha, o mercado de capitais se desenvolveu muito mais após a pulverização das privatizações. Na Inglaterra, o número de investidores passou de 3 milhões para 12 milhões. Na Espanha, uma em cada três famílias tem aplicações em ações e o volume médio diário de negócios, que se equiparava ao da Bovespa em 1996, hoje atinge o montante de US$ 2,5 bilhões, aumentando seu volume diário em 700%, enquanto a Bolsa brasileira está estagnada em US$ 300 milhões.
Outra preocupação da Bovespa é popularizar os investimentos em ações. O trabalhador não quer ser excluído desses processos, ele quer participar, receber frutos e dividendos, afirmou. Nesse sentido, foi firmado um projeto de cooperação com a Força Sindical para falar sobre o mercado de capitais com os trabalhadores.(M.G.)


