Ribeirão Preto Nos dois primeiros dias, o público que visitou a Agrishow foi fraco, abaixo da expectativa. Antes do evento, a organização já esperava uma queda de negócios, devido à estiagem no Sul e no Mato Grosso do Sul, além do excesso de safra em vários segmentos no mundo, mas contava com um público maior que os 150 mil de 2004. Dificilmente isso ocorrerá. Nas ruas da feira, o número de pessoas é menor que em anos anteriores e até nos estandes dos maiores expositores a movimentação é pequena, com os vendedores sem ter muito o que fazer. Algumas empresas, no entanto, apostam nas novidades, principalmente no setor sucroalcooleiro, já que a cana está em alta.
O gerente divisional de vendas da John Deere, José Luís Coelho, garantiu que a meta da empresa é o mercado sucroalcooleiro, tanto que reservou metade dos 4 mil metros quadrados do estande para tratores e maquinários para esse setor. E aproveitou para lançar três tratores, entre 106 e 140 cavalos, com custo de R$ 120 mil a R$ 190 mil. ''Já fechamos alguns negócios'', afirmou Coelho, sem citar números, uma política da empresa. Coelho lembra que quase 30 das 38 novas usinas em construção no País estão no Estado de São Paulo e dessas, 25 estão na região oeste. Ele aposta principalmente no mercado de álcool. ''A cana está superando todas as expectativas e olhando para o futuro ficará melhor ainda.''

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