Público corporativo é o novo alvo da Fenasoft, aberta ontem
As pequenas e médias empresas estão mais interessadas neste ano em conhecer os novos recursos da informática do que o consumidor comum. Ontem, na abertura da 12ª Feira Internacional de Software, Hardware e Serviços de Informática (Fenasoft), um dos diretores da companhia promotora do evento, Rui Campos, informou que aumentou em 50% o número de representantes de pequenas e médias empresas que se credenciaram para o evento em relação à feira do ano passado. Nesse mesmo período, houve um acréscimo de 30% na procura de ingressos por parte de visitantes comuns.
A tendência é a que a pequena e média empresa procurem se informatizar cada vez mais por causa da competição acirrada, disse Campos. Mas destacou que, em números absolutos, os consumidores comuns ainda predominam.
Na 12ª Fenasoft, que vai até sábado no Palácio de Exposições do Parque Anhembi, em São Paulo, o consumidor poderá comprar equipamentos básicos de informática, que custam na faixa de US$ 2 mil, com desconto de 5% a 10%, segundo o diretor da feira. Além disso, existem vários bancos, entre quais a Caixa Econômica Federal (CEF), oferecendo financiamento em até 12 vezes com juros mensais de 2,5%.
Ao todo são cerca de 2.100 empresas expositoras agrupadas por segmentos (software, hardware, serviços) que mostrarão as novidades para cerca de 1 milhão de visitantes. Quem não quiser ir até a feira pessoalmente, poderá acompanhá-la pela Internet, acessando o endereço da Fenasoft virtual (wwwFenasoft.com.br).
Entre janeiro e dezembro do ano passado, houve uma redução de cerca de 10% nos preços de mercado das configurações mais comuns. Só neste primeiro semestre a queda foi de mais 5%, calculou o diretor da Fenasoft. Na sua previsão, o ano deve fechar com cerca de 2 milhões de computadores pessoais comercializados e, até o fim do século, a marca de 10 milhões de aparelhos será superada.
O fabricantes de produtos de informática devem faturar neste ano US$ 19,2 bilhões, 17% a mais do que em 1997. O ritmo de vendas vinha aumentando 35% ao ano, mas houve retração na receita por causa das restrições econômicas.Edu Garcia/AEVitrine high techIsrael Vargas (fundo) e Geraldo Alkimin, governador em exercício de São Paulo, ontem, na abertura da feira
Agência Estado





