Publicidade na Internet quadruplica
Agência Folha
De São Paulo
Os investimentos em publicidade no comércio eletrônico e na Internet brasileira em geral cresceram quatro vezes nos últimos 12 meses, transformando a mídia interativa em um dos negócios mais promissores dos próximos anos.
De acordo com estimativas da AMI (Associação de Mídia Interativa), que reúne os maiores sites em atuação no mercado brasileiro, a publicidade na Internet e no comércio eletrônico brasileiros deverá fechar 1999 em R$ 80 milhões, contra R$ 20 milhões em todo o ano de 1998. O ano 2000 será o ano do comércio eletrônico no mundo e também no Brasil. A velocidade com que o segmento cresce atropela todas as previsões, afirma Antonio Rosa Neto, da AMI.
Para ele, o comércio na Internet deverá adquirir importância fundamental na economia brasileira nos próximos anos. A Internet tem dois grandes diferenciais em relação às mídias tradicionais: um é a interatividade e o outro é a força descomunal do comércio eletrônico. Nos Estados Unidos, por exemplo, este é um mercado que já está consolidado. Até o final deste ano, os investimentos na Internet norte-americana poderão ultrapassar entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões.
O crescimento vertiginoso do comércio eletrônico pode ser percebido pela constante divulgação de novidades nos principais sites brasileiros. O UOL (Universo Online), o maior dos provedores no Brasil, por exemplo, aumenta gradativamente as lojas de seu shopping virtual, atualmente com 81 lojas, e baixou o preço da mensalidade para o usuário ter acesso à Internet.
O UOL é a principal porta de entrada da Internet no Brasil, e nossa posição no comércio eletrônico tem de ser grande e muito participativa. Por isso é que temos uma campanha agressiva de publicidade para reforçar a nossa posição, diz Alon Feuerwerker, diretor de comércio eletrônico. Ele não revela o investimento feito em publicidade, mas afirma que o movimento no provedor cresceu quatro vezes desde o ano passado.
A Starmedia anunciou no final de novembro o fechamento de contratos com 11 lojas virtuais, entre elas a World Tennis, Plug & Use e livrarias Siciliano e Cultura. O ano 2000 é o ano do comércio eletrônico, que no futuro será a principal fonte de renda das empresas de Internet.
O processo eletrônico de compras está entrando na vida das pessoas, e vai se dar cada vez melhor a empresa que der o máximo de conforto ao cliente, afirma Bob Wollheim, presidente da Starmedia no Brasil.
Alegando razões estratégicas, nenhum dos provedores divulga seu faturamento e seus investimentos, mas todos concordam com o tamanho do mercado brasileiro. De acordo com números do IDC (International Data Corporation), o Brasil terá em 2003 1,12 milhão de consumidores on line e US$ 1,9 bilhão em comércio eletrônico.
A publicidade na Internet mundial poderá bater nos US$ 33 bilhões (dez vezes o faturamento anual de uma empresa como a Volkswagen do Brasil) em 2004. Já a economia na Internet poderá movimentar US$ 2,8 trilhões em 2003 (pouco mais da metade do PIB norte-americano).





