Publicação do Iapar discute alternativas ao cultivo do tabaco
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terça-feira, 01 de novembro de 2011
Redação FolhaWeb 
O Centro-Sul do Paraná é uma das regiões de menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Estado - cerca de 18% da população vivem abaixo da linha de miséria. As atividades econômicas são predominantemente rurais e boa parte está baseada na cultura do tabaco. A agricultura familiar é predominante e concentra a maior área ao plantio de fumo do estado.
Para pesquisar outras potencialidades para essas famílias, um estudo do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) avaliou o consórcio do tabaco com outras culturas em sistema agroecológico. O resultado está no Boletim Técnico Diversificando Áreas com Cultivo do Tabaco, autoria dos pesquisadores Dirk Ahrens, Rafael Fuentes e Róger Milléo.
De acordo com Fuentes, o Brasil faz parte de um grupo de países que busca reduzir o consumo de tabaco no mundo. Nesse contexto, o Ministério do Desenvolvimento Agrário lançou, seis anos atrás, um programa para trazer novas opções aos fumicultores. "O programa trabalha na perspectiva da diversificação da produção e não na substituição de cultivos. O objetivo é criar novas oportunidades de geração de renda e qualidade de vida às famílias", explica o pesquisador.
Os estudos comprovam que o fumo pode ser totalmente substituído nas propriedades desde que haja agregação de valor aos produtos. As cidades da União Vitória e Rio Azul são bons exemplos. Naquela, o tabaco deixou de ser plantado após 10 anos de atividade, o que só foi possível graças ao investimento em hortaliças e frutas orgânicas, que inicialmente eram vendidas em Curitiba e Região Metropolitana. Com os bons resultados, as famílias decidiram investir em uma agroindústria onde processa mel, uva e pepino em conserva. Além disso, eles entregam mel e feijão em escolas, creches e asilos pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).


