Curitiba - Os jovens elegeram um novo sonho de consumo no mundo eletroeletrônico. Não é o DVD Player, o Playstation 2 e nem mesmo são os iPods, os mais cobiçados desde o início dos anos 2000, que conseguem reunir um set list de mais de dez mil músicas no bolso do cidadão. A maior dor de cabeça para os pais e objeto de desejo responde a partir de agora apenas por três letras, que significa muita coisa: PSP, ou Playstation Portable (Playstation Portátil). A novidade foi lançada recentemente pela Sony e já começa a chegar ao Brasil via importadoras.
Por enquanto, os jovens brasileiros ainda buscam bastante os MP3 Players, mais comuns, e os iPods, da Apple, como solução para armazenamento de dados portátil. Nada de viajar tendo que virar fitinhas velhas e toscas, nem CD pulando com a turbulência do avião ou o buraco na estrada. Os MP3 Players mais em conta custam em média R$ 270, com 128 megabytes (MB) de capacidade, ou seja, aproximadamente 40 músicas. Já os mini iPods, os mais simples, podem carregar até mil músicas, em 4 gigabytes (GB) e saem em torno de R$ 1.090. A versão mais procurada, com 20 GB, para até cinco mil faixas, gira em torno de R$ 1.539. Todos os preços correspondem a valores consultados em Curitiba.
A Nintendo e, principalmente a Sony, entraram ''de sola'' no mercado para abocanhar a mesada da gurizada. A primeira, já estabelecida na indústria de portáteis com as versões de Gameboy, coloca nas prateleiras o Nintendo DS, com tela dupla, controle por toque e possibilidade de conexão com a Internet. Ou seja, um videogame de bolso de última geração, com a tecnologia mais avançada do momento. A fabricante vendeu mais de 6 milhões de aparelhos até o final de março e deve lucrar ainda mais até o Natal, principalmente após as principais feiras de videogames em todo o mundo. Em Curitiba, o preço médio de um Nintendo DS é de R$ 850, com jogos originais a R$ 200.
Mas o console da Sony deve ser mesmo o mais cobiçado. A vantagem da Nintendo é ter compatibilidade com os Gameboys - e, consequentemente milhares de títulos já disponíveis no mercado -, no entanto, o PSP tem a capacidade de processamento de um Playstation 2 (com 128 bits e 333 megahertz de velocidade) e chega ao patamar que mais assusta a Apple e fabricantes de MP3 Player: o portátil tem a promessa de fazer jus ao nome e ser uma estação de entretenimento.
Além dos jogos de última geração, o PSP vai utilizar uma mídia própria, o Universal Media Disc (UMB), com capacidade de 1.8 GB de armazenamento e memory stick (unidade móvel de gravação e regravação de dados) de 16 MB a 128 MB. A tela é a maior de um portátil no mercado, com resolução de 480 x 272 pixels e 16 milhões de cores, dispostas em 4.3 polegadas (contra 3 polegadas da concorrente) em alta definição.
O ''walkman do século 21'', como vem sendo chamado, tem uma saída específica para comunicação com computadores - e, consequentemente, com a Internet - e pode executar filmes com qualidade de DVD, músicas em formato MP3, fotos, além dos jogos, é claro. Só o preço ainda não é nada popular, especialmente para os brasileiros: na Capital, o PSP custa R$ 1.550, com jogos originais a R$ 280, cada.

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