PSDB terá proposta de consenso
Rio Derrotado na eleição para presidente, o PSDB é o partido mais preocupado em discutir e dar forma final para a reforma da Previdência proposta pelo governo Lula. Amanhã, o partido reúne seus oito governadores, em São Paulo, para debater a Previdência e tentar extrair uma proposta de consenso. ''Nossa tendência é esperar pelo projeto do governo federal, mas há caminhos diversos para a reforma'', afirmou o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, à reportagem, tentando esquivar-se da definição por uma das duas propostas.
O governador de Minas, Aécio Neves, também não quis revelar sua preferência antes da reunião. ''Se avançar em pontos, estarei ferindo um trato que fizemos de só falar sobre nossa proposta de consenso.''
Os caminhos mencionados por Alckmin são os que dão forma à alternativa indicada pelo ministro da Previdência, Ricardo Berzoini: aprovar o PL-9 (projeto em tramitação no Congresso), adotar o fator previdenciário e alterar a idade mínima para aposentadoria dos servidores. Apesar disso, Alckmin não descarta a unificação da Previdência. ''Este é o sistema ideal, mas temos de ver as consequências''. Quando indagado se o governo de São Paulo teria recursos para manter o pagamento dos atuais aposentados e ainda passar a recolher 22% da folha de salários para o INSS, Alckmin é evasivo: ''Depende do que virá para compensar perdas.''
Como Berzoini, Aécio confia em convergência e não conflito na reforma da Previdência. ''Vamos tentar convergir, há possibilidade de um consenso maior no caso desta reforma.''





