Prudutores vão pressionar preço
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terça-feira, 23 de janeiro de 2001
Marie Wolfrom France Presse 
Os integrantes da Associação de Países Produtores de Café (ACPC) tentarão quarta-feira encontrar soluções para que os preços do grão, historicamente baixos, subam novamente, embora para isso tenham que superar as próprias diferenças.
A situação é trágica, admitiu ontem Philippe Moudié, secretário geral da Organização de café (OAMCAF).
Nos últimos seis anos, o preço médio do produto foi dividido por três, passando de 134 centavos a libra em 1996 a 48 centavos a libra no momento.
O preço do robusta é comparável atualmente ao nível dos anos 70, enquanto que o arábica, de melhor qualidade, está em seu pior nível dos últimos oito anos.
Ante esta queda bruta, os produtores tentam organizar-se, seguindo o exemplo da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP), que reduziu sua produção semana passada para dar um empurrão nos preços.
Em maio passado, os países membros da ACPC, assim como observadores como Vietnã, aprovaram um plano de retenção da oferta.
Os assinantes se comprometeram a armazenar 20% da produção para manter o preço médio da libra do café abaixo dos 95 centavos. Sem êxito.
A aplicação foi muito, muito lenta, estimou Andria Thompson, analista do site Commodityexpert.com.
Embora Brasil e Colômbia, respectivamente, primeiro e terceiro produtores mundiais, participassem do jogo, guardando inclusive mais que os 20% previstos, os demais países foram muito mais lentos na hora de agir, acrescentou Andria Thompson.
O Vietnã em particular, que acaba de registrar uma colheita recorde de 10,2 milhões de sacas em 1999/2000, foi mostrado com frequência como um mau exemplo. Hanói, a que se acusa de inundar o mercado, reagiu no entanto recentemente, ao anunciar que os produtores vietnamitas iam retirar do mercado mais de 20% de sua produção.


