Desde a privatização do Banestado, ocorrida há um ano, mais de quatro mil bancários foram demitidos, segundo o Sindicato dos Bancários de Londrina, que faz protesto hoje para lembrar a passagem do primeiro ano de venda do banco, em frente a agência centro, no Calçadão. Há 12 meses, o banco tinha 7.560 funcionários. Hoje são 2,7 mil.
O Banestado foi vendido por R$ 1,652 bilhão ao Itaú, em 17 de outubro passado. Dias antes da realização do leilão, os bancários entraram em greve contra a ''inflexibilidade'' da direção do Banestado em negociar o contrato coletivo de trabalho e contra a privatização já que a categoria temia demissões. Na época, o então presidente do Banestado, Reinhold Stephanes, disse que, quem produzia e apresentava resultado, teria garantia de emprego.
''A melhora do atendimento e a estabilidade no emprego, promessas do governador Jaime Lerner, não se concretizaram'', disse o diretor do sindicato dos Bancários de Londrina, Geraldo dos Santos. Ele também reclama que, a marca do antigo banco vai desaparecer, ''transformando em pó uma história de 72 anos''.
Das sete agências de Londrina, quatro já adotaram a bandeira Itaú. Até o final do ano, a maioria das agências estará de ''cara'' nova. Serão preservadas poucas unidades, a maioria em Curitiba, pois a marca do banco tem de ser mantida por um período mínimo de cinco anos.
Para Geraldo dos Santos, a privatização foi um ''péssimo negócio'' para o Estado, que teve que repassar o dinheiro obtido com a venda e ainda terá que pagar R$ 33 milhões mensais pelos próximos 30 anos ao Banco Central.
Outros sindicatos farão atividades hoje como o de Guarapuava que se concentra na rua XV de Novembro a partir das 9 horas e o de Curitiba, que faz protesto em frente à nova sede administrativa do Banestado, no calçadão da rua XV de Novembro, às 10 horas(colaborou Carmen Murara).

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