São Paulo - Militantes de quase todos os Estados, mobilizados pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), realizaram manifestações ontem contra as mudanças na Confederação das Leis do Trabalho (CLT). Em São Paulo, os protestos - anteriormente convocados como greve geral - provocaram transtornos e caos em várias partes da cidade. Rodovias e importantes vias de acesso tiveram o trânsito interrompido por manifestantes. A Central calcula que conseguiu mobilizar em todo o País cerca de 200 mil trabalhadores, metade deles no Estado.
Em Salvador (BA), quatro ônibus foram depredados, dezenas de veículos tiveram os pneus furados e rodovias foram interditadas. Um grupo de manifestantes promoveu passeata pela Avenida Sete para fechar agências bancárias e lojas.
Com protestos em entroncamentos rodoviários, a CUT conseguiu obstruir o trânsito e atrasar o acesso ao trabalho de milhares de pessoas em diversas cidades do Rio Grande do Sul, além de provocar engarrafamentos na zona Norte de Porto Alegre e em rodovias que cortam Canoas, São Leopoldo e Caxias do Sul. ‘‘Eles interferiram em locais estratégicos, provocando transtornos a milhares de pessoas para dar a entender de que o movimento é grande’’, disse o vice-coordenador de assuntos de trabalho da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul, Airton Giovanini.
Servidores públicos, estudantes e trabalhadores participaram, no Recife (PE), de passeata que saiu da Praça Osvaldo Cruz, no bairro da Boa Vista, até a Praça do Carmo, no centro. De acordo com o presidente regional da CUT, Jorge Perez, vários órgãos públicos municipais, estaduais e federais não funcionaram com a adesão dos funcionários à greve.
Em Florianópolis (SC), cerca de 500 servidores segundo a PM e 2 mil segundo a CUT se reuniram em frente à Catedral e depois saíram em passeata pelas ruas centrais.
O ato também teve adesões no interior de São Paulo. No Vale do Paraíba, fracassou a tentativa dos manifestantes de pararem a Via Dutra no trecho de Taubaté. Os metalúrgicos foram impedidos por uma liminar conseguida pela Polícia Rodoviária Federal. Mesmo assim, a produção da Ford, Volkswagen e General Motors foi paralisada por mais de uma hora. Uma passeata foi realizada em São José dos Campos. Seis pessoas ligadas ao Sindicato dos Condutores de Veículos foram presas.
Segundo o Sindicato de Metalúrgicos de Campinas, 2 mil pessoas compareceram ao ato no centro da cidade. A Secretaria Municipal de Transportes contabilizou 500 manifestantes.

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