Os protestos continuaram ontem pelas ruas de Praga, mesmo depois do anúncio da antecipação do fim da reunião do FMI. Cerca de 300 militantes ocuparam a rua em frente ao Ministério do Interior da República Tcheca ontem pela manhã para protestar contra a prisão de manifestantes ocorrida na terça-feira.
Até ontem, a polícia tcheca já prendeu cerca de 800 pessoas – um terço de estrangeiros. Dezoito estrangeiros e dois tchecos serão processados sob a acusação de desordem pública e agressão contra a polícia. Outros 127 estrangeiros serão deportados. O saldo final da batalha de terça-feira registra cem feridos.
O protesto de ontem contra as prisões acabou gerando mais problemas para os manifestantes. A polícia agiu com firmeza e prendeu mais 80 pessoas. Após ser levadas para a delegacia, foram libertadas duas horas depois. Apesar do clima de tensão na cidade, não ocorreram maiores incidentes. O comércio voltou a abrir normalmente e os turistas circularam pelas ruas de Praga.
As principais autoridades do 55º Encontro Anual do FMI e do Banco Mundial trataram ontem de negar que os grupos que se opõem às duas instituições tenham obtido uma vitória pelo fato de a reunião ter se encerrado um dia antes.
Trevor Manuel, o ministro sul-africano de Finanças que presidiu as sessões, nega até que o Encontro tenha sido encurtado. ‘‘Houve na sessão plenária 55 discursos. Vocês podem comparar com a história dos Encontros Anuais’’.

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