Protesto se espalhará pelo mundo
A manifestação que reunirá milhares de manifestantes em Praga, no próximo dia 26, terça-feira, por ocasião da abertura oficial da reunião do Banco Mundial e do FMI, será acompanhada de mobiliações em 110 pontos diferentes do planeta, segundo declarou ontem um porta-voz de uma rede de ONGs. No total, serão 110 pontos no planeta, dos quais cerca de quarenta nos Estados Unidos, assegurou Olivier de Marcellus, membro do comitê de apoio à Ação Global dos Povos contra a OMC (Organização Mundial de Comércio).
Olivier de Marcellus assegurou que as ações, que incluirão tanto manifestações, como debates ou atos culturais, terão lugar em cerca de 41 países. A Ação Global dos Povos, uma rede de ONGs contrárias ao livre mercado e à OMC, assegura representar uma dezena de associações no mundo inteiro.
Da Argentina ao Zimbabue, a rede de ONGs espera dar uma dimensão mundial ao dia de protestos contra a globalização econômica. Os organizadores e a polícia tcheca prevêem que milhares de pessoas devem participar de uma passeata na próxima terça-feira para exigir mudanças radicais na ordem econômica mundial aos mais de 20.000 delegados presentes na reunião do BM e do FMI. Uma das ações cogitadas pelos ativistas é cercar os delegados no Palácio das Convenções de Praga.
FuneralA Jubilee 2000, uma das principais organizações não-governamentais que estão reunidas em Praga para protestar durante a Reunião Anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, anunciou a realização, amanhã, de um funeral da dívida externa no centro da capital da República Checa. A Jubille 2000, com sede em Londres, defende o perdão da dívida externa dos países pobres. O ato de protesto de domingo deverá ser a primeira grande manifestação em Praga contra os efeitos da globalização econômica.





