Enquanto os manifestantes suspendiam os bloqueios no Reino Unido, os protestos contra o alto preço do combustível se espalhavam ontem pela Europa. Como os governos não estão cedendo às exigências de redução de impostos sobre combustíveis, motoristas estão aumentando os bloqueios de estradas e ruas.
A situação mais grave é a da Bélgica. Manifestantes mantêm os bloqueios nas entradas dos portos de Antuérpia, Ghent e Zeebrugge. As empresas belgas estão perdendo US$ 250 milhões por dia com os protestos, de acordo com a Federação Empresarial.
Os caminhoneiros da República Tcheca aderiram aos protestos. Eles estudam montar bloqueios às vésperas do encontro de cúpula do FMI em Praga. Na Alemanha, os motoristas se preparam para intensificar os protestos em resposta a falta de disposição do governo em negociar. Na Holanda, caminhoneiros reforçaram bloqueios nas estradas do país depois que o ministro das Finanças, Gerrit Zalm, anunciou que não vai reduzir impostos.
As estradas polonesas estão congestionadas porque os caminhoneiros estão andando em marcha lenta, também para cobrar cortes nos preços dos combustíveis. Na Irlanda, os motoristas querem uma paralisação geral. Fazendeiros espanhóis ameaçam fechar as principais estradas do país na semana que vem. Os irlandeses resolveram uma paralisação geral. Também estão ocorrendo protestos na Hungria, na Noruega e, em menor escala, na França, onde o governo já cedeu às exigências.

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