Carmem Murara
De Curitiba
Os metalúrgicos que trabalham na montadora Renault, em São José dos Pinhais, fizeram ontem uma manifestação em frente ao portão da fábrica, o que representou uma hora de atraso no início do trabalho. O protesto reuniu cerca de 500 operários e sindicalistas, que se reuniram para pedir reajuste salarial e a redução na jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Eles chegaram a fazer uma curta passeata até a BR 277, que ficou bloqueada por 10 minutos.
A mobilização começou às 6h15, quando os ônibus começaram a chegar na fábrica. Muitos trabalhadores preferiram não participar com medo de represália por parte da montadora. A maioria ainda não tem um ano de contratação na Renault. A empresa não que se pronunciar.
A paralisação foi a primeira de uma série programadas. A intenção é fazer protesto também na Volks/Audi, na Chrysler e na Volvo. O presidente da comissão de fábrica de Volvo e vice-presidente eleito do Sindicato dos Metalúrgicos, Nelson Silva de Souza, disse que ainda não há data marcada para os próximos atos, mas há intenção de se fazer um dia de greve geral na próxima quinta-feira.
‘‘Até agora estamos lutando e já conseguimos evitar as perdas, mas ainda não houve nenhuma proposta nas cláusulas econômicas por parte do Sinfavea’’, disse Souza. O Sinfavea é o sindicato que negocia em nome das Anfavea. Os metalúrgicos pedem 5,65% de reajuste e mais 2% de produtividade. Eles querem ainda um piso salarial fixo de R$ 1,1 mil, o que unificaria os salários com o ABC paulista.

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